<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5696044691134387056</id><updated>2012-02-17T12:09:35.403-08:00</updated><category term='Biografias'/><title type='text'>Olhos da Eternidade</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olhoseternos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5696044691134387056/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhoseternos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Justo (PSA)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11438731962814381882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-qM89BWJXHb0/TpciLUBZEwI/AAAAAAAADo0/AL7XMoYo5cI/s220/psanigth.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5696044691134387056.post-6114142970075507677</id><published>2012-01-30T10:42:00.003-08:00</published><updated>2012-02-17T12:09:35.418-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="color: #e69138; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Um em cada cinco alemães tem preconceito contra judeus&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 class="subtitle" style="text-align: justify;"&gt;Em entrevista, especialista que participou de um  estudo sobre antissemitismo explica as 'raízes profundas' desse  sentimento que atinge 20% da população&lt;/h2&gt;&lt;div class="signature" style="text-align: justify;"&gt;Gabriela Loureiro&lt;/div&gt;&lt;div class="img-article" style="text-align: justify;"&gt;         &lt;img alt="Um em cada cinco alemães tem sentimento antissemita" src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/63876/Um-em-cada-cinco-alemaes-tem-sentimento-antissemita-size-598.jpg?1327680931" title="Um em cada cinco alemães tem sentimento antissemita" width="598" /&gt;                                                          Um em cada cinco alemães tem sentimento antissemita                                          &lt;span&gt;(Baz Ratner/Reuters)&lt;/span&gt;                        &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="destaque_article" style="text-align: justify;"&gt;       &lt;div class="list_article"&gt;           "Não significa que essas pessoas ataquem os judeus, mas ela têm  sentimentos antissemitas latentes, que não manifestam abertamente. São  clichês, ressentimentos e preconceito."&lt;br /&gt;Juliane Wetzel, historiadora alemã&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Sessenta e seis anos após a rendição nazista na II&amp;nbsp;Guerra Mundial, o  antissemitismo continua presente em 20% da população alemã. Ou seja, 16  milhões de pessoas ainda têm forte preconceito contra judeus - número  que equivale, por exemplo, à toda a população da Holanda. O levantamento  consta de um relatório recente encomendado pelo&amp;nbsp;Bundestag (Parlamento  da Alemanha). Esse sentimento antissemita, porém, não está ligado  necessariamente à violência ou a uma devoção por Adolf Hitler. O  preconceito é velado, encoberto sob o &lt;strong&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/alemanha-lembra-holocausto-judeu-com-discurso-de-sobrevivente" target="_self"&gt;tabu do holocausto&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;  que ainda incomoda essa sociedade, algo que pode ser facilmente  comparado ao racismo no Brasil. "Não significa que essas pessoas ataquem  os judeus, mas elas têm sentimentos antissemitas latentes, que não  manifestam abertamente. São clichês, ressentimentos e preconceito",  explica ao site de VEJA a historiadora Juliane Wetzel, uma das  especialistas do grupo que desenvolveu o estudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/relembre-os-10-maiores-genocidios-da-historia-mundial" target="_self"&gt;&lt;strong&gt;Lista: Relembre os 10 maiores genocídios da história mundial&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Mas é importante salientar que esse preconceito é tão perigoso quanto o  da época do nazismo, ressalva Peter Longerich, professor de história e  fundador do Centro de Pesquisas sobre o Holocausto da Universidade de  Londres. Isso porque, explica ele, essas "piadas" são aceitas com  naturalidade pela sociedade. O especialista, que participou da pesquisa  ao lado de Juliane, divide esse antissemitismo em duas correntes: a  crítica à política do estado de Israel e a ideia de que, de alguma  forma, os judeus estão lucrando com o holocausto - como se a "obsessão"  do mundo com o massacre da II Guerra Mundial fosse um lobby israelense.  "Muitos alemães sentem vergonha do holocausto, mas há uma minoria que  tenta se livrar desse problema comparando a ocupação dos territórios  palestinos com o massacre de judeus na Alemanha nazista para tentar  compensar seu sentimento de culpa, acusando os judeus de cometer crimes  parecidos", explica. "É uma espécie de antissemitismo silencioso e  funciona como um protesto contra o discurso sobre os crimes da Alemanha  na II Guerra Mundial", completa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  O levantamento salienta ainda que esse sentimento não é algo novo. Há  pelo menos 20 anos, o número de antissemitas no país varia entre 15% e  20% - e é essa estabilidade que preocupa especialistas, na realidade.  "Obviamente, o preconceito e os estereótipos antissemitas são passados  de uma geração para outra", analisa Longerich. Só que essa não é uma  exclusividade da Alemanha, ao contrário do que se possa pensar  inicialmente. O sentimento antissemita pode ser observado por toda a  Europa, algumas vezes até em proporções maiores. A explicação está, por  exemplo, nos primórdios da Igreja Católica, que incentivava a  perseguição a judeus na Idade Média, em países como Portugal, Espanha,  Rússia, Hungria e Polônia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;a href="http://veja.abril.com.br/infograficos/perseguicao-judeus-europa/" target="_self"&gt;&lt;strong&gt;Confira, no infográfico abaixo, a perseguição a judeus na Europa ao longo da história:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="info-img-articles" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;a href="http://veja.abril.com.br/infograficos/perseguicao-judeus-europa/" target="_self"&gt;&lt;img alt="Mapa mostra perseguição aos judeus na Europa" height="284" src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/64921/Mapa-mostra-perseguicao-aos-judeus-na-Europa-original.jpg" title="Mapa mostra perseguição aos judeus na Europa" width="620" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;strong&gt;Discurso -&lt;/strong&gt; Mesmo que esse fenômeno possa ser observado  em outras nações, é na Alemanha que ele remete a um passado desastroso e  manchado pelo estigma do nazismo. Por isso, faz parte da oratória do  governo condenar o preconceito contra judeus e lembrar a vergonha do  holocausto, o que leva a um chamado "antissemitismo secundário". Juliane  explica que esse é o sentimento daqueles que culpam os judeus "por  estarem sempre presentes", forçando o mundo - e eles mesmos - a lembrar  do extermínio. É o elefante na sala de jantar da Alemanha, que a  pesquisadora Juliane Wetzel esclarece na entrevista a seguir:&lt;/div&gt;&lt;div class="info-img-articles" style="float: right; text-align: justify;"&gt;  &lt;div class="author" style="width: 290px;"&gt;   Arquivo pessoal&lt;/div&gt;&lt;img alt="Juliane Wetzel e Peter Longerich, com o estudo em mãos" height="168" src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/63864/Juliane-Wetzel-e-Peter-Longerich-com-o-estudo-em-maos-original.jpg" title="Juliane Wetzel e Peter Longerich, com o estudo em mãos" width="300" /&gt;  &lt;div class="gray" style="width: 290px;"&gt;   Longerich e Juliane, com o estudo em mãos&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;strong&gt;A que se atribui esse alto índice de antissemitismo entre os alemães?&lt;/strong&gt;  O antissemitismo tem raízes profundas na sociedade alemã, porque os  antigos estereótipos antissemitas ainda estão aí. Não significa que  essas pessoas ataquem os judeus, mas elas têm sentimentos antissemitas  latentes, que não manifestam abertamente. São clichês, ressentimentos e  preconceito. Muitas pessoas que tiveram uma boa educação, por exemplo,  usam às vezes esses estereótipos e aí você consegue ver que está lá, tem  raízes profundas. Mas claro que comparado ao antissemitismo pós-guerra,  na década de 1940, diminuiu drasticamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;strong&gt;Se o sentimento está tão enraizado, como se pode combatê-lo? &lt;/strong&gt;Combater  o antissemitismo é um processo muito longo, porque é difícil atingir as  pessoas que pensam assim. Elas precisam refletir sobre si mesmas e  sobre o que dizem. E elas negam automaticamente que são antissemitas por  causa do tabu (em relação ao holocausto). O governo financia estudos e  organizações de combate ao antissemitismo, mas esse quadro levará um bom  tempo para ser transformado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;strong&gt;Como é possível haver tantos antissemitas em um país com esse grande tabu em relação ao holocausto?&lt;/strong&gt;  Está muito claro que há um tabu no discurso público para usar  estereótipos antissemitas. Mas, nos últimos anos, nós temos indicações  de que pessoas com esse preconceito sabem muito bem que não podem  expressar isso abertamente, somente em discussões privadas. Então, elas  usam o conflito no Oriente Médio como plataforma para expressar esses  sentimentos, comparando o holocausto à política de Israel em relação aos  palestinos, por exemplo. Esse tabu, às vezes, leva as pessoas a  pensarem que nós não temos o direito de criticar Israel por causa da  nossa história, e isso não é verdade, todos estão autorizados a criticar  o governo de Israel. O problema é que alguns cruzam a fronteira da  crítica legítima e usam estereótipos para, por exemplo, culpar judeus  alemães pela política israelense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;strong&gt;Como você definiria esses 20% de antissemitas? &lt;/strong&gt;Há  diferentes áreas da sociedade onde o antissemitismo está presente de  forma mais óbvia, embora seja um fenômeno generalizado. A maioria dos  antissemitas apoia ou está ligada a alas políticas de extrema direita,  mas também há círculos de extrema esquerda que são antissemitas. Existe,  ainda, os grupos islamitas, não necessariamente muçulmanos, mas pessoas  que veem o Islã de uma forma política e o seu sentimento antissemita  está baseado nos conflitos do Oriente Médio. Há algumas partes do país  onde os extremistas de direita, o chamado Partido Nacional Democrata,  tem mais influência, em regiões mais rurais. O antissemitismo cresceu  nessas regiões após a queda do Muro de Berlim porque elas têm problemas  econômicos, não são muito desenvolvidas, os mais jovens não tem um bom  acesso à educação, não há muitas indústrias e há mais desemprego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/um-em-cada-cinco-alemaes-tem-preconceito-contra-judeus"&gt;Link para a matéria original &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5696044691134387056-6114142970075507677?l=olhoseternos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5696044691134387056/posts/default/6114142970075507677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5696044691134387056/posts/default/6114142970075507677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olhoseternos.blogspot.com/2012/01/alan-turing-o-enigma-de-um-decifrador.html' title=''/><author><name>Justo (PSA)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11438731962814381882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-qM89BWJXHb0/TpciLUBZEwI/AAAAAAAADo0/AL7XMoYo5cI/s220/psanigth.jpg'/></author></entry></feed>
